Livraria Cultura

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terça-feira, 29 de maio de 2018

E não sobrou nenhum (Agatha Christie)





























































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Esse livro virou série: assista ao trailer:












quinta-feira, 26 de abril de 2018

A Peste (Albert Camus)








"Os flagelos, na verdade, são uma coisa comum, mas é difícil acreditar neles quando se abatem sobre nós. Houve no mundo tantas pestes quanto guerras. E contudo, as pestes, como as guerras, encontram sempre as pessoas igualmente desprevenidas.(...) Quando estoura uma guerra, as pessoas dizem: Não vai durar muito, seria idiota. E sem dúvida uma guerra é uma tolice, o que não a impede de durar. A tolice insiste sempre, e compreendê-la-íamos se não pensássemos sempre em nós. Nossos concidadãos, a esse respeito, eram como todo mundo: pensavam em si próprios. Em outras palavras, eram humanistas: não acreditavam nos flagelos. O flagelo não está à altura do homem; diz-se então que o flagelo é irreal, que é um sonho mau que vai passar. Mas nem sempre ele passa e, de sonho mau em sonho mau, são os homens que passam, e os humanistas em primeiro lugar, pois não tomaram suas precauções. Nossos concidadãos não eram mais culpados que os outros. Apenas se esqueciam de ser modestos e pensavam que tudo ainda era possível para eles, o que pressupunha que os flagelos eram impossíveis. Continuavam a fazer negócios, preparavam viagens e tinham opiniões. Como poderiam ter pensado na peste, que suprime o futuro, os deslocamentos e as discussões? Julgavam-se livres, e nunca alguém será livre enquanto houver flagelos."




"(...) tudo se tornava presente para eles. A peste, é preciso que se diga, tirara a todos o poder do amor e até mesmo da amizade. Porque o amor exige um pouco de futuro e para nós só havia instantes."





"Toda a cidade lançou-se às ruas, para festejar esse minuto em que acabava o tempo dos sofrimentos e ainda não começara o tempo do esquecimento. (...) Do morro escuro, subiram os primeiros foguetes dos festejos oficiais. A cidade saudou-os com uma longa e surda exclamação. Cottard, Tarrou, aqueles e aquela que Rieux tinha amado e perdido, todos, mortos ou culpados, estavam esquecidos. O velho tinha razão, os homens eram sempre os mesmos. Mas essa era sua força e sua inocência (...)."






"(...) ao dar demasiada importância às belas ações, se presta finalmente uma homenagem indireta e poderosa ao mal."

















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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Ao Farol (Virginia Woolf)




























"É permissível, mesmo a um herói à beira da morte, pensar, antes de morrer, que os homens falarão dele dali por diante. Sua fama duraria dois mil anos talvez. E que são dois mil anos (perguntou o Sr. Ramsay ironicamente, mirando a sebe)? O que são, na verdade, se você olha do alto de uma montanha para o longo passar dos séculos? Até mesmo a pedra que a pessoa chuta com a bota perdurará além de Shakespeare.(...) Se Shakespeare nunca houvesse existido perguntou-se seria hoje o mundo muito diferente do que é? Será que o progresso da civilização depende dos grandes homens? Seria o destino do ser humano médio melhor hoje do que no tempo dos Faraós? Contudo, continuou se indagando, será o destino do ser humano médio o critério para julgarmos a civilização? Possivelmente não. Possivelmente o bem-estar da humanidade exige a existência de uma classe de escravos. O ascensorista do metrô é uma necessidade eterna. Esse pensamento lhe foi desagradável. Sacudiu a cabeça. Para evitá-lo, acharia algum modo de se opor à superioridade das artes. Argumentaria que o mundo existe para o ser humano médio, que as artes são mera decoração imposta à vida humana e que não a expressam. Nem Shakespeare é necessário."









































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sábado, 6 de janeiro de 2018

Dia do Leitor: as 10 melhores leituras de 2017!








































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*os livros estão dispostos em ordem de leitura, não de preferência








#1 O Estrangeiro (Albert Camus)







#2 A Redoma de Vidro (Sylvia Plath)







#3 O Último Povoado da Terra (Thomas Mullen)


















#4 Todos os Contos (Clarice Lispector)




















#5 Se um viajante numa noite de inverno (Italo Calvino)








#6 O Conto da Aia (Margaret Atwood)





#7 Toda luz que não podemos ver (Anthony Doerr)






#8 A Noiva jovem (Alessandro Baricco)






#9 O inverno da nossa desesperança (John Steinbeck)







#10 A peste (Albert Camus)







menções honrosas


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