Livraria Cultura

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terça-feira, 21 de julho de 2015

Ernest Hemingway 116 anos!





































































Em 1923, publica seu primeiro livro "Three Stories and Ten Poems". A edição era composta por apenas 300 exemplares;








Em 1924 publica uma coletânea de contos, intitulada "In our Time" e, em 1926, a novela "As Torrentes da Primavera";











Em 1926 publica o seu primeiro romance "O Sol Também se Levanta". O livro retrata o cotidiano de um grupo de expatriados boêmios, ingleses e norte-americanos, após o término da Primeira Guerra Mundial. É considerado por muitos como sua obra mais refinada em termos de técnica literária;







Em 1928, divorciado de Hadley e casado com Pauline Pfeiffer, muda-se para Key West, na Florida. No final desse ano, recebe a notícia do suicídio do pai;









Em 1929, publica "Adeus às Armas". Assumidamente autobiográfico, o livro tem como tema central a paixão de Frederic Henry – que se alista no exército italiano como motorista de ambulância – pela enfermeira Catherine Barkley. Aclamado pela crítica, é considerado o melhor livro de ficção produzido sobre a Primeira Guerra Mundial;







Em 1932, publica a coletânea de contos "As Neves do Kilimanjaro". Os contos resgatam os temas de sua juventude: viagens, caçadas, lutas, apostas, aventuras e paixões;







Em Cuba, se apaixonou por Jane Mason, que era casada com o diretor de operações da Pan American Airways. Hemingway e Jane se tornaram amantes. Em 1936, novamente se apaixonou: desta vez pela destemida jornalista Martha Gellhorn, motivo do segundo divórcio, confirmando o que predissera seu amigo, F. Scott Fitzgerald, quando eles se conheceram em Paris: "Você vai precisar de uma mulher a cada livro";







"Por Quem os Sinos Dobram" foi publicado em 1940. O livro é inspirado nas experiências como jornalista (e combatente) na Guerra Civil Espanhola. Em 1943 foi adaptado para o cinema, tendo nos papéis principais os astros da época, Gary Cooper e Ingrid Bergman, em uma cena famosa na qual o casal usa um mesmo saco de dormir;







Em 1946, casa-se pela quarta e última vez: desta vez com Mary Welsh, também jornalista. "O Velho e o Mar", sua última grande obra de ficção, foi publicado em 1952;









"O Velho e o Mar" conta a história de um pescador que, depois de 84 dias sem apanhar um só peixe, acaba fisgando um de tamanho descomunal que lhe oferece inusitada resistência. O livro, considerado uma parábola da humanidade, venceu o Prêmio Pulitzer em 1953;








Em 1954, recebe o o Prêmio Nobel de Literatura;











Em 1961, enfrentando problemas de hipertensão, diabetes, depressão e perda de memória, resolve acabar com a própria vida. Anos antes, sua mãe, Grace, havia enviado pelo correio, a arma com a qual o seu pai havia cometido o mesmo ato. Tinha 61 anos;







Em 1964, "Paris é uma Festa" é publicado. Baseado em diários e manuscritos, relata sua estada em Paris, aos 22 anos, quando ele lê, pela primeira vez, clássicos como Tolstói, Dostoievski e Stendhal e convive com Gertrude Stein, James Joyce, Ezra Pound, F. Scott Fitzgeral, Picasso, entre outros;








É considerado um dos grandes nomes da literatura mundial, figura como um dos maiores escritores do século XX, tendo sua posição canônica assegurada pela sobrevivência de suas obras não somente no seu contexto de origem, mas em todo o mundo. As inúmeras reedições, adaptações cinematográficas de seus romances, bem como a realização de pesquisas que tratam da sua vida e obra, sustentam o mito e colaboram para que seja mantida sua posição de ícone;








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quinta-feira, 16 de julho de 2015

O Colecionador (John Fowles)







































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sexta-feira, 10 de julho de 2015

Marcel Proust 144 anos!












































Filho de um conceituado cirurgião e professor, cresceu em uma família rica que lhe assegurou uma vida tranquila e lhe permitiu frequentar os salões da alta sociedade da época. Criança de saúde frágil, aos 9 anos, manifestou-se a doença que o perturbaria até a morte: a asma;







Em 1891, ingressou na Faculdade de Direito na Sorbonne com a intenção de seguir a carreira diplomática. Licenciou-se em Direito em 1893 e em Literatura em 1895;







Em 1895, trabalhou como voluntário na Biblioteca Mazzarine (a mais antiga biblioteca pública da França). Em 1892, fundou a revista Le Banquet; publicou também alguns textos em outros periódicos, como La Revue Blanche;










Em 1896, publica seu primeiro livro, "Os Prazeres e os Dias", uma reunião de contos e poemas;









Em 1895, iniciou, sem no entanto terminar, um vasto romance autobiográfico, "Jean Santeuil" (publicado postumamente em 1952), considerado um esboço daquela que seria sua grande obra;







A morte da mãe em 1905, fez dele herdeiro de uma fortuna razoável. Com a saúde cada vez mais debilitada, acaba isolando-se dos meios sociais para dedicar-se exclusivamente à escrita. Instalou-se no apartamento que pertencera pais e mandou preparar um quarto com paredes revestidas de cortiça para reduzir a propagação de ruídos;






No isolamento, compõe os esboços do que viria a ser o "Em Busca do Tempo Perdido". Em 1908, redigiu as páginas que seriam o verdadeiro início do romance, embora ainda hesitasse quanto à forma a ser dada ao projeto;








A partir de 1909, projetou o início e o fim do livro: o último capítulo do último volume foi escrito imediatamente após o primeiro capítulo do primeiro volume. Tudo o que há no meio foi escrito depois. Em 1912 foram publicados no jornal "Le Figaro" os primeiros extratos da obra. No mesmo ano, ele tentou ser publicado em livro. Tinha setecentas páginas datilografadas, intituladas "Le Temps Perdu"  que representavam, aos seus olhos, metade do ciclo romanesco. Três editoras francesas, entre as quais a reputadíssima Gallimard, cujo editor era então o também escritor André Gide, recusaram o romance, até que Bernard Grasset o aceitou, mas somente às expensas do autor;







O primeiro volume, "No caminho de Swann", foi publicado em novembro de 1913. A obra traz uma das mais famosas passagens da literatura, quando o narrador come uma madeleine molhada no chá e vê sua consciência mergulhar involuntariamente no passado. A editora Gallimard, reconhecendo o erro de avaliação, convenceu Proust a abandonar seu primeiro editor e recomprou os direitos para publicar a obra;







Na sequência, foram publicados os demais volumes da obra: "À Sombra das Raparigas em Flor" (1918), "O Caminho de Guermantes" (1920), "Sodoma e Gomorra" (1921), "A Prisioneira" (1925), "A Fugitiva" (1925) e, finalmente, "O Tempo Redescoberto" (1927);







"Em Busca Do Tempo Perdido" não se enquadra em qualquer escola ou corrente literária, muito embora sua escrita mantenha traços de impressionismo e haja na obra pontos de contato com o simbolismo. São sete livros originais , são dezenas de personagens que se cruzam em histórias de amor, ciúmes e inveja na França da Belle Époque. A narrativa vai passando do detalhe ao painel e do painel ao detalhe sem projeções definidas, num constante reajuste de tudo aquilo que nunca será perfeitamente ajustado. A obra é um retrato da sociedade de uma época, um mergulho no universo da burguesia francesa que permite que o leitor perceba as divergências entre nobres e burgueses;







Tornou-se um escritor conhecido e reconhecido, sobretudo depois que "À Sombra das Raparigas em Flor" que ganhou o prêmio Goncourt em novembro de 1919. Seus últimos anos de vida foram de intensa luta contra a doença e a ameaça de morte. Mas ele não abandonou suas febris atividades mundanas e literárias, publicando ainda "Pastiches et Mélanges" (1919), que reúne textos e prefácios. Proust foi nomeado Cavalheiro da Legião da Honra e chegou a pensar na Academia Francesa de Letras, enquanto uma nova geração de escritores o admirava como um grande mestre: Jean Cocteau, Jean Giraudoux, François Mauriac, entre outros;







Passou os últimos anos da sua vida confinado em seu quarto, dormindo durante o dia e escrevendo à noite. Morreu aos 51 anos de pneumonia em 18 de novembro 1922. Foi enterrado no cemitério Père Lachaise, em Paris. É considerado o precursor do romance contemporâneo e “Em Busca do Tempo Perdido”, uma das maiores obras da literatura mundial.









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quarta-feira, 8 de julho de 2015

O Cheiro do Ralo (Lourenço Mutarelli)



















"Eu queria um dia escrever um livro. Eu não queria plantar uma árvore. Não queria um filho. Queria só um livro. Queria ler um livro que eu mesmo tivesse escrito. Um escritor disse uma coisa um dia. Eu não sei quem ele era. Só ouvi alguém dizer o que ele teria dito. Parecia arrogância, mas não era. Era autossuficiência. Parece que perguntaram para ele o que ele lia, ou o que ele estava lendo. "Quando quero ler um livro, eu mesmo escrevo." Eu queria ter dito isso. Eu queria poder escrever. Mas em mim só encontro silêncio. E, por isso, eu não sei escrever. Escrever é claro que eu sei. Só não sei escrever um livro. Não consigo encontrar as palavras. Não consigo encontrar as palavras nas palavras. Só encontro minha voz no que penso. Mas o que eu penso, ninguém ouve. O que eu penso é silêncio. Então eu me calo. O silêncio é minha voz. O silêncio é a voz que eu calo. O silêncio é a voz que eu guardo. O silêncio, é lá onde eu moro. O silêncio sou eu."
























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