Livraria Cultura

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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

A Balada do Café Triste (Carson McCullers)


























"Antes de mais nada, o amor é uma experiência conjunta entre duas pessoas, mas o fato de ser uma experiência conjunta não significa que seja uma experiência semelhante para as duas pessoas envolvidas. Há o amante e o amado, e cada um vem de mundos diferentes. Muitas vezes, o amado é apenas um estímulo para todo amor que, até então, permaneceu guardado no amante. E, de alguma forma, todo amante sabe disso. Ele sente em sua alma que o amor é uma coisa solitária. Ele aprende a conhecer uma nova e estranha solidão, e é este conhecimento que o faz sofrer. Portanto, há somente uma coisa que o amante pode fazer. Ele deve abrigar o seu amor dentro de si, da melhor maneira que conseguir; deve criar para si mesmo um mundo interior totalmente novo, um mundo intenso e estranho, completo em si mesmo. É preciso acrescentar que este amante do qual falamos não precisa necessariamente ser um jovem que economiza para comprar um anel de noite; este amante pode ser homem, mulher, criança, ou qualquer criatura humana desta terra. O ser que é amado também deve ser descrito. As pessoas mais inesperadas podem servir de estímulo para o amor. (...) Por essa razão, a maioria de nós prefere amar a ser amado. Quase todas as pessoas querem ser amantes. E a dura verdade é que, secretamente, a condição de ser amado é insuportável para muitos. O amado sempre teme e odeia o amante,e com toda a razão! O amante necessita desesperadamente da relação com o amado, mesmo que essa experiência não lhe cause senão sofrimento."
















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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Resposta Certa (David Nicholls)






















"(...) Quero estar totalmente familiarizado com o Mundo das Ideias. Quero entender as complexidades da economia e o que as pessoas veem no Bob Dylan. Quero ter ideais políticos radicais, porém humanitários e consistentes, e quero me envolver em debates calorosos, mas racionais, em volta de uma mesa de madeira de cozinha dizendo coisas como 'Defina seus termos!' e 'Sua premissa é evidentemente enganosa!' e, de repente, perceber que o sol está nascendo e que ficamos conversando a noite toda. Quero usar palavras como 'epônimo' e 'solipsismo' e 'utilitário' com segurança. (...) E quero ser fluente em muitos idiomas, talvez até em uma ou duas línguas mortas, estar sempre com um caderno com capa de couro em que vou esboçar observações e pensamentos incisivos, às vezes a estrofe de um verso. Mais do que tudo, quero ler livros. Livros grossos como tijolos, livros de capas de couro de papel fininho e aquelas fitas roxas para marcar onde você parou; livros de coletâneas de versos baratos, empoeirados e de segunda mão, livros importados caríssimos com ensaios incompreensíveis de universidades estrangeiras."













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