Livraria Cultura
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quinta-feira, 17 de setembro de 2015
Perdido em Marte (Andy Weir)
"Se
um excursionista se perde nas montanhas, as pessoas organizam uma busca. Se um trem colide, as pessoas fazem fila para doar sangue. Se um terremoto arrasa uma cidade, as pessoas em todo o mundo mandam suprimentos de emergência. Isso é tão fundamentalmente humano que é encontrado em todas as culturas, sem exceção. (...) Todo ser humano tem um instinto básico de ajudar os outros. Talvez não pareça ser assim às vezes, mas é a verdade."
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aq
ui!
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terça-feira, 15 de setembro de 2015
Lolita 60 anos!
Nabokov terminou "Lolita" em 1953, 5 anos após inciá-lo. Nos EUA, o manuscrito foi recusado por sete editoras;
Após essas recusas, decidiu tentar a publicação na França. Por intermédio de seu tradutor, o manuscrito chegou a Maurice Girodias da Olympia Press. "Lolita" foi publicado em 15 de
setembro de 1955 em 2 volumes de bolso
;
A 1ª edição de 5.000 exemplares esgotou-se rapidamente. Graham Greene foi o primeiro a elogiar a obra no jornal Sunday Times de Londres dizendo que o romance era um dos três melhores livros de 1955. Essa declaração provocou uma resposta do Sunday Express, cujo editor John Gordon chamou de "um dos livros mais sujos que eu já li" e "pura pornografia desenfreada". Os funcionários da alfândega britânica foram então instruídos, por um Ministério do Interior em pânico, a confiscar todas as cópias que entrassem no Reino Unido;
Em dezembro de 1956, a França seguiu o exemplo e baniu o livro; o banimento durou dois anos. Sua eventual publicação britânica pela Weidenfeld & Nicolson de Londres em 1959, causou um escândalo que contribuiu para o fim da carreira política de um de seus editores, Nigel Nicolson. O romance, em seguida, apareceu em traduções dinamarquesas e holandesas. Duas edições de uma tradução sueca foram retiradas a pedido do autor;
Finalmente, em 18 de agosto de 1958, o polêmico romance foi publicado nos Estados
Unidos;
Rapidamente atingiu o status de um clássico. Hoje é considerado uma das principais realizações na literatura do século XX, no entanto, é também um dos mais controversos. O romance foi adaptado para o cinema em 1962 por Stanley Kubrick, e novamente em 1997 por Adrian Lyne. Também foi adaptado várias vezes para o teatro e tem sido objeto de duas óperas, dois balés, e um aclamado, mas comercialmente fracassado musical da Broadway. A sua assimilação na cultura popular é tal que o nome "Lolita" agora é frequentemente usado para descrever uma menina sexualmente precoce;
Figura na lista dos 100 melhores romances em língua inglesa da revista Time publicados de 1923 à 2005. E também é o quarto na lista de 1998 da Modern Library dos 100 melhores romances do século XX, e ocupa um lugar na Bokklubben World Library, uma coleção de
2002 dos livros mais célebres da história.
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quarta-feira, 9 de setembro de 2015
Tolstói 187 anos!
Lev Nikolayevich Tolstói (Лев Николаевич Толстой) nasceu na Rússia em 9 de setembro de 1828;
Nascido numa família nobre, ficou órfão aos nove anos e foi educado por tutores. Em 1843, iniciou o curso de Letras e Direito na Universidade de Kazan. Depois de formado, passou um período em Moscou e logo se alistou na guarnição do Cáucaso, seguindo seu irmão Nicolenka, oficial do exército russo. Tal experiência colaboraria para que, mais tarde, se tornasse um pacifista
;
Em 1852, publicou seu primeiro livro "Infância". Na sequência publicou "Adolescência" (1854) e "Juventude" (1856);
No final da década de 1850, preocupado com a precariedade da educação no meio rural, criou uma escola, para filhos de camponeses. Produziu grande parte do material didático e, ao contrário da pedagogia da época, deixava os alunos livres, sem excessivas regras e punições;
Em 1859 publicou aquela que é considerada sua primeira grande obra "A Felicidade Conjugal". No livro, prenuncia um tema que terá importância na sua literatura - o tema do desejo no ponto de vista feminino;
Em 1862, casou-se com Sophia Andreievna Bers, com quem teve 13 filhos. Em 1865, iniciou a elaboração de "Guerra e Paz", escrito durante sete anos, é
uma das maiores obras literárias de todos os tempos;
Em janeiro de 1875, a revista O Mensageiro Russo publicou os primeiros 14 capítulos de "Ana Karênina". Ao longo da obra aparecem os temas que o inquietavam no momento - a guerra da Sérvia, a administração agrícola, o regime da propriedade da terra, a relação com os trabalhadores, a decadência da nobreza, a educação das crianças, o casamento, a religião, o serviço militar compulsório, as teorias de Spencer, Lasalle, Darwin e Schopenhauer. Estruturado em paralelismos, a obra se articula por meio de contrates - a cidade e o campo; as duas capitais da Rússia (Moscou e São Petersburgo); a alta sociedade e a vida dos mujiques; o intelectual e o homem prático, etc. O tema é descentralizado a cada novo episódio. Os dois principais personagens, Liévin e Ana, só se encontram uma vez, em toda a longa narrativa. Dostoiévski o considerou como "impecável como obra de arte", opinião compartilhada também por Vladimir Nabokov que o considera como "representante mágico do estilo de Tolstói" e por William Faulkner que considera o romance como "o melhor já escrito".
"Ana Karênina" foi publicado em formato de livro em 1877
;
Em sua vasta obra destacam-se também "A Morte de Ivan Ilitch" (1886), A Sonata de Kreutzer (1889) e, seu último romance, "Ressurreição" (1899);
Embora extremamente bem-sucedido e famoso mundialmente, atormentava-se com questões sobre o sentido da vida e, após desistir de encontrar respostas na filosofia, na teologia e na ciência, deixou-se guiar pelo exemplo da vida simples dos camponeses, a qual ele considerou ideal. A partir daí, teve início o período que ele chamou de sua "conversão";
Aos 82 anos, cada vez mais atormentado pelas contradições entre sua
conduta moral e a riqueza material da sua família, e também devido aos
constantes atritos com a esposa – que se opunha a desfazer-se de suas
posses – , acompanhado pelo seu médico e pela sua filha caçula, fugiu de
casa no meio da noite. Três dias mais tarde, seu estado de saúde se
agravou em decorrência de uma pneumonia. Morreu no dia 20 de novembro de
1910, em uma estação ferroviária. É considerado um dos mestres do realismo e um dos maiores escritores de todos os tempos.
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terça-feira, 8 de setembro de 2015
Carol (Patricia Highsmith)
"Ela
sabia o que a incomodava ali. Era o tipo de coisa que ela não fazia questão de contar a Richard. Pois a loja intensificava coisas que sempre a incomodaram, toda vez que se lembrava delas. Eram os atos absurdos, as tarefas sem sentido que a impediam de fazer aquilo que ela queria, que poderia ter feito – aqui eram os procedimentos complicados em relação às bolsas, revistas de casacos e relógios de ponto, que chegavam a impedir que as pessoas trabalhassem com a eficiência de que seriam capazes –, a sensação de isolamento de todos em relação a todos, de viver em um terreno totalmente equivocado, de modo que o sentido, a mensagem, o amor, ou o apanágio, qualquer que fosse ele, de toda a vida,
jamais podia encontrar sua expressão."
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quinta-feira, 3 de setembro de 2015
Eduardo Galeano 75 anos!
Eduardo Hughes Galeano nasceu no Uruguai
em 3 de setembro de 1940;
De uma família de classe média, quando criança, sonhava em se tornar jogador de futebol. Na adolescência, trabalhou como pintor de letreiros, mensageiro, datilógrafo e caixa de banco. Aos 14, publicou sua primeira
charge política no jornal El Sol;
Iniciou sua carreira jornalística no início da década de 1960 como editor do Marcha (influente jornal semanal) que tinha como colaboradores Mario Vargas Llosa e Mario Benedetti. Foi também editor do diário Época e editor-chefe de um jornal universitário;
Em 1963, publica seu primeiro livro “Los días
siguientes”, uma novela;
Publicou também "China" (1964), "Guatemala" (1967), "Reportagens" (1967), "Los fantasmas del día del léon y otros relatos" (1967) e "Su majestad el fútbol" (1968);
Em 1971 publicou aquela que é considerada sua obra-prima "As Veias Abertas da América Latina". No livro, faz uma análise da história da américa latina desde o período da colonização europeia até a idade contemporânea, argumentando contra a exploração econômica e a dominação política do continente, primeiramente pelos europeus e seus descendentes e, mais tarde, pelos Estados Unidos. Com um texto lírico e amargo a um só tempo, transmite, com sua consagrada maestria, uma mensagem de humanismo, solidariedade e amor pela liberdade e pelos desvalidos. Sobre o livro, em 2014, declarou que não estava preparado na época para tratar de economia e política e que o texto era ruim;
Em 1973, com o golpe militar no Uruguai, foi preso e mais tarde seu nome foi colocado na lista dos esquadrões da morte e, temendo por sua vida, exilou-se na Espanha, onde deu início à trilogia "Memória do Fogo";
Em 1985, com a redemocratização de seu país, retornou a Montevidéu. Em 1989 publicou "O Livro dos Abraços", uma coleção de histórias curtas e muitas vezes líricas, apresentando temas diversos como emoções, arte, política e valores. A obra também oferece uma crítica mordaz à sociedade capitalista moderna, com o autor defendendo aquilo que acredita ser uma mentalidade ideal à
sociedade;
Em 1995, publicou "Futebol ao sol e à sombra", onde revisa a trajetória histórica do jogo. O autor o compara com uma performance teatral e com a guerra, critica sua aliança profana com corporações globais ao mesmo tempo em que ataca intelectuais de esquerda que rejeitam o jogo e seu apelo às massas por motivos ideológicos. Nessa obra, narra a final da Copa de 1950, Rio de Janeiro, que entrou para a história do futebol como "maracanaço", a virada do Uruguai por 2 a 1 na
seleção brasileira em pleno Maracanã;
Na sua obra destacam-se também "Mulheres" (1997), "Bocas do Tempo" (2004), "O Teatro do Bem e do Mal" (2002) e "Espelhos: uma quase história universal" (2008);
Multipremiado, recebeu o prêmio Casa de Las Américas em 1975 e 1978, e o prêmio Aloa, promovido pelas casas editoras dinamarquesas, em 1993. A trilogia "Memória do fogo" foi premiada pelo Ministério da Cultura do Uruguai e recebeu o American Book Award em 1989. Em 1999, foi o primeiro autor homenageado com o prêmio à Liberdade Cultural, da Lannan Foundation no Novo México;
Em 2012, publicou seu último livro "Os Filhos dos Dias". Sofrendo de câncer, morreu aos 74 anos em 13 de abril de 2015. Autor de mais de quarenta livros, traduzidos em diversos idiomas, suas obras transcendem gêneros ortodoxos, combinando ficção, jornalismo, análise política e História.
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